O Clube Esperia é um clube polidesportivo da cidade de São Paulo, fundado pela colônia italiana como Club Esperia Societá Italiana di Canottieri[2] (em português, “sociedade italiana de remo”), em 1 de novembro de 1899, às margens do Rio Tietê.[3] “Esperia” é uma palavra de origem grega que era usada para designar os povos a oeste da Grécia.[2] Entre 1942 e 1965, o clube foi conhecido como Associação Desportiva Floresta.[3] Em sua origem, o Esperia tinha o remo como esporte principal, que era praticado no Tietê.
História
O Esperia é um dos mais antigos clubes do estado de São Paulo. Hoje, além de contribuir com a formação de atletas, o clube é também um importante polo de cultura, esporte e lazer da cidade de São Paulo.

Conta-se que pelos fins do século XIX a zona da atual Ponte das Bandeiras tinha-se transformado no local de recreio preferido por muitos paulistanos. À margem do Tietê e de seus canais subsidiários, tinham surgido vários restaurantes e lugares reservados a piqueniques. Entre eles havia, à margem de um canal que beirava a Rua Voluntários da Pátria, o recreio Bella Venezia, preferido pelos italianos e descendentes, que aos domingos e feriados realizavam longos passeios em barcos alugados.
Em 1 de novembro de 1899, sete imigrantes italianos (Enrico Gallina, Pietro Lazzaroni, Luigi Torre, Emilio Tallone, Angelo Quarante, Fulvio Costanzo e Ercole Ervene),[4] que costumavam reunir-se na confeitaria Acasto & Lazzerone,[2] levaram para as margens do Rio Tietê um barco que haviam comprado por 250 mil réis e fundaram a Societá Italiana de Canottieri, dedicada inicialmente apenas à prática do remo.[3] Outros nome cogitados foram Conottieri Tietê e Canottieri Cera.[5]
A sede passou a ser uma chácara na margem esquerda do Tietê, alugada por cinquenta mil réis.[6] Como a colônia italiana da cidade rapidamente afluiu para o novo clube, sua diretoria acabou decidindo pela liberação de outras práticas aquáticas.[3] Sem uma piscina no local, construiu-se um cercado ao lado do ancoradouro de remo.[3]
Em 1903, a sede foi mudada para a margem oposta do Tietê.[6] Ali, foi necessário que o clube comprasse um burro e uma carroça, para poder aterrar frequentemente o Tietê, por causa de inundações que costumavam atingir as instalações do clube.[5]
Em 1914 o Esperia teve grande participação na recepção aos times italianos Torino e Pro Vercelli, quando estes visitaram São Paulo para a realização de amistosos. Houve a tentativa da criação de um departamento de futebol dentro do clube, mas seus principais diretores não simpatizaram com a proposta e a ideia foi deixada de lado. Dessa maneira, os associados do Esperia que gostavam de futebol participaram da fundação do Palestra Itália (atual Palmeiras).
Durante a Segunda Guerra Mundial, houve grande pressão para que clubes com nomes estrangeiros mudassem seus nomes, e, em 1943,[5] o Esperia tornou-se Associação Desportiva Floresta e, em 1946, foi declarado de utilidade pública.[5] O nome que perduraria até 1965, graças aos esforços de antigos dirigentes.[3] Com a construção da Marginal Tietê, entre o fim dos anos 1960 e o início da década de 1970, o remo teve de ser praticado longe do clube, na Raia Olímpica da USP.[2] Em 1970, foi feita uma regata de despedida do Tietê.[2]
Um dos Maiores Esgrimistas do Brasil, Ferdinando Alessandri também atuou no Clube Esperia enquanto disputava as Olimpiadas de Londres em 1948 pela modalidade Florete Individual.
